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Gestão eficiente: Anastasia comenta sobre PPPs em Minas

Gestão Eficiente: Artigo de Anastasia aponta benefícios das PPPs para a população em texto publicado no jornal Valor Econômico,


Gestão Eficiente: Governador de Minas cita o estímulo à economia e a geração de emprego e renda como efeitos gerados pelas parcerias.






Na edição desta segunda-feira (08), do jornal Valor Econômico, um artigo assinado pelo governador Antonio Anastasia discorre sobre os benefícios das Parcerias Público-Privadas (PPPs) firmadas pelo Governo de Minas Gerais, como o estímulo à economia, com a realização de grandes obras, a geração de emprego e renda e a modernização e qualificação dos serviços públicos.


“Cada potencial parceria é analisada caso a caso e tem sua viabilidade testada e seus riscos avaliados, antes de ser celebrada. Essa forma racional e transparente de fazer está no cerne das nossas PPPs”, explica o governador, no texto publicado.


Uma reportagem do jornal revela mais detalhes sobre 12 novas PPPs que o Governo de Minas Gerais planeja implementar até 2014. Os projetos terão a mesma moldagem de outros desenvolvidos nos últimos anos pelo Governo do Estado, como a duplicação da rodovia MG-050 e a reforma e ampliação do estádio Mineirão.


Leia abaixo o artigo do governador na íntegra ou clique aqui para baixar o texto em PDF.


O premiado programa de PPPs de Minas Gerais


Por Antonio Anastasia


O que pode haverem comum entre um monumental estádio para a Copa de 2014 e um prosaico posto de atendimento público? E entre uma rodovia e um complexo penal? E entre um lixão e um parque florestal? Todos esses empreendimentos, que respondem a demandas diversificadas da sociedade e do Estado, vêm há muito sendo planejados e concretizados em Minas Gerais por meio de parcerias público-privadas (PPPs).


Ao contrário do que se possa pensar, as famosas PPPs – que só agora, oito anos depois de regulamentadas, começam a aparecer no sumário de grandiosos planos governamentais -, não são apenas uma saída para se levantar investimentos vultosos em infraestrutura e logística. Se bem formatadas, gerenciadas e fiscalizadas, as PPPs, além de movimentar a economia com grandes obras, gerando emprego e renda, podem se transformar também num poderoso instrumento de modernização e qualificação dos serviços públicos.


Em 2003 – antes, portanto, da legislação federal de 2004 -, Minas Gerais foi o primeiro Estado a criar um arcabouço jurídico e uma estrutura institucional para viabilizar parcerias público-privadas. As decisões do Conselho Gestor de PPPs (CGP) – formado por oito secretários e pelo governador, e secretariado pela Unidade Central de PPP, órgão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico -, já colocaram em prática quatro contratos de parceria. Cerca de R$ 2,2 bilhões foram ou estão sendo aplicados na reforma do Mineirão e da rodovia MG-050, na construção de um complexo penal e de seis unidades de atendimento integrado.


O Estado prepara-se para contratar outros R$ 10 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos. Somente neste ano foram lançados três Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMI) em PPPs: o projeto do Rodoanel Norte, para desafogar o tráfego no entorno de Belo Horizonte, o da construção do Centro Empresarial Gameleira na capital, e o de Transporte Ferroviário de Passageiros sobre Trilhos – que revitalizará 500 km de ferrovias em 21 municípios.


O pioneirismo, o avanço e a credibilidade desse trabalho já atraem atenção além de nossas fronteiras: o governo de Minas recebeu em Londres, em agosto, o prêmio de Melhor Programa de Parcerias Público-Privadas do Mundo, concedido pela revista “World Finance”, publicação reconhecida internacionalmente. O prêmio, que nos abre mais uma porta na economia globalizada, é conferido aos que apresentam soluções financeiras, jurídicas e operacionais novas e obtêm sucesso nos projetos implantados. São avaliados também o desenvolvimento de tecnologias de gestão de contratos e a qualidade da carteira de investimentos futuros. É exatamente essa busca de critérios inovadores de engenharia contratual que tem norteado a escolha e a execução das parcerias público-privadas em Minas Gerais.


Cada potencial parceria é analisada caso a caso e tem sua viabilidade testada e seus riscos avaliados, antes de ser celebrada. Consequentemente, nenhum projeto é igual a outro – terá seu desenho próprio, bem como garantias e indicadores de desempenho peculiares. Essa forma racional e transparente de fazer está no cerne de nossas PPPs. Graças a esses critérios, os contratos assinados em Minas já foram também classificados pelo Banco Mundial entre os melhores exemplos de boas práticas de financiamento de PPPs na América Latina.


Na mais conhecida delas, a bem conduzida reforma do Mineirão para a Copa, o governo estadual bancou o início das obras e repassou ao consórcio de empresas a parte mais onerosa da empreitada. O contrato prevê, por exemplo, que, na hora da exploração comercial do estádio, os ganhos serão compartilhados com o Estado. Estamos erguendo também, via PPP inédita, um moderno complexo penal, de 3 mil vagas. O parceiro privado, que responde pela construção e operação, só será remunerado após a conclusão das cinco unidades – por preso e por dia de internação.


É interessante destacar ainda como uma PPP pode ter uma face cotidiana e simples. Uma das iniciativas mais bem avaliadas pela população – com índices de satisfação acima de 90% – é a implantação da rede de Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). Elas oferecem, em um só lugar, atendimento direto para confecção da carteira de identidade, emissão de CPF, obtenção de certidões, pagamentos de tributos, abertura de empresa, etc.


No final de setembro iniciamos outro processo: foi realizada audiência pública para a PPP que garantirá a construção, na região metropolitana de Belo Horizonte, de uma usina de tratamento de resíduos sólidos. Esse projeto, com licitação marcada para outubro, aliará o importante trabalho de coleta e seleção manual de materiais recicláveis ao uso das mais avançadas tecnologias de aproveitamento do lixo, transformando-o em negócio. O plano de parceria, que envolve 46 municípios responsáveis por um terço da produção de resíduos do Estado, permitirá a geração de energia elétrica a partir do lixo.


Em conjunto com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), outra PPP cuidará de ampliar o Sistema Rio Manso para continuar garantindo o fornecimento de água tratada à capital e entorno. Também está no calendário deste ano a gestão compartilhada de parques e unidades de conservação. Aqui, a ideia é investir para viabilizar o turismo sustentável e responsável – pois proteger não pode ser sinônimo de fechar e abandonar. Com infraestrutura, fiscalização e controle adequados, nossas magníficas paisagens de montanhas e vales podem ser conhecidas e visitadas, sem riscos à sua preservação. Cidadania, transportes, esporte, lazer, justiça, direitos humanos e até meio ambiente e turismo – o trabalho em parceria se diversifica e não para. Sempre tendo em vista que é dever fundamental do governo zelar pelo bom uso do patrimônio do Estado e dos recursos do contribuinte, oferecendo-lhe de volta, na medida dos esforços possíveis, um ambiente econômico próspero e a melhor prestação de serviços.


Antonio Anastasia é governador de Minas Gerais


Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/artigo-de-anastasia-aponta-beneficios-das-ppps-para-a-populacao/



Gestão Anastasia: Helibras expande fábrica em Itajubá

Gestão Anastasia: Complexo aeronáutico ganha impulso em Minas Gerais com expansão de fábrica da Helibras


Gestão Anastasia: desenvolvimento em Minas




Governo do Estado intensifica iniciativas para qualificação profissional e implantação de empreendimentos a fim de tornar-se referência no setor aeroespacial




Gil Leonardi/Imprensa
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A expansão da fábrica da Helibras, em Itajubá, é um dos pilares do complexo aeronáutico mineiro






Pedro Ricardo, da Agência Minas


Numa iniciativa que envolve a participação de universidades, agências de desenvolvimento, empresas privadas, Governo Federal e centros de pesquisa, oGoverno de Minas Gerais está intensificando as ações com vistas à implantação de um novo complexo aeronáutico no país. A expansão da fábrica de helicópteros da Helibras, em Itajubá, que acontece nesta terça-feira (02), é um dos importantes pilares desta estratégia.


O esforço abre perspectivas para a diversificação da economia mineira, a preparação de mão de obra qualificada e a geração de aproximadamente 20 mil empregos diretos e indiretos, dentro de um prazo estimado em 15 anos. Além disso, a estratégia de criar um pólo aeroespacial no Estado possibilitará tornar o Brasil referência internacional e única na América do Sul no desenvolvimento de tecnologias para fabricação de helicópteros e de aeronaves não tripuladas.


O complexo já possui iniciativas em cinco cidades mineiras – Itajubá, Lagoa Santa, Goianá, Tupaciguara e Confins – além de projetos de transferência de conhecimento, pesquisas e capacitação de mão-de-obra especializada. Em Itajubá, o Centro Tecnológico de Helicópteros, após as obras de expansão, será responsável por possibilitar ao Brasil, num prazo de dez anos, se tornar auto-suficiente na concepção e fabricação de helicópteros com 100% de tecnologia nacional.


Em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, está sendo instalado o Centro de Inovação Aeroespacial da Axis com participação do Instituto de Estudos Avançados do Comando da Aeronáutica e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Já a cidade de Lagoa Santa deverá sediar um escritório de engenharia da Embraer, que atualmente está no parque tecnológico BH-Tec. Nessas cidades, duas escolas do Programa Brasil Profissionalizado, do Governo Federal, serão instaladas. Nas unidades serão ministrados cursos técnicos, profissionalizantes e de formação de tecnólogos.


Em Goianá, na Zona da Mata, onde está sediado o Aeroporto Itamar Franco, está sendo estudada a possibilidade de oferecer um espaço de logística para o processo de exploração do petróleo do pré-sal.


E em Confins, a conversão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves na primeira “aerotrópolis” (cidade-aeroporto) do Cone Sul será mais um pilar para que Minas se transforme, num futuro próximo, no palco de uma grande indústria aeronáutica. O conceito de aerotrópolis visa o desenvolvimento do Vetor Norte, que compreende 13 municípios do entorno do aeroporto, com a atração de empresas de alto conteúdo tecnológico, como já ocorreu em alguns lugares, como Cingapura e Dubai.


A implantação do complexo aeronático em Minas tem a participação das secretarias deEstado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superio (Sectes), de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Educação (SEE).


Uma nova vocação


Como parte desta nova vocação de Minas, está sendo celebrada em Itajubá, no Sul de Minas, a expansão da fábrica da Helibras – Helicópteros do Brasil S/A, subsidiária do Grupo Eurocopter. Até 2017, o investimento de R$ 420 milhões possibilitará à empresa fabricar 50 helicópteros militares modelo EC 725, com capacidade para 30 passageiros, que serão entregues às Forças Armadas brasileiras. As aeronaves terão 50% de conteúdo brasileiro, incluindo o modelo AS350 Esquilo, até então o único helicóptero produzido no país e o mais vendido em todo o mundo.


O projeto de ampliação da Helibras é resultado do acordo feito em 2008 entre a empresa aérea, o Governo de Minas e o Ministério da Defesa. Na ocasião, foi assinado contrato com as Forças Armadas no valor de 1,9 bilhões de euros (R$ 5 bilhões). O acordo inclui a transferência de tecnologia francesa, o que, num prazo dez anos, possibilitará à Helibras se capacitar para projetar e construir um helicóptero genuinamente brasileiro.


Quatro helicópteros já foram entregues ao Governo Federal, sendo um para cada uma das unidades das Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronáutica. Outra aeronave foi entregue para o Grupo de Transportes Especiais da Presidência da República. Até o final do ano, a previsão é de que outros três helicópteros já estejam prontos. Com a expansão, a Helibras passou de 260 funcionários, em 2008, para mais de 700, em 2012. Apenas o quadro de pessoal do setor de engenharia passou de nove para 54 engenheiros.


O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, ressalta que a implantação do complexo aeronáutico é resultado de um pacto entre a indústria, as universidades e o Governo de Minas para o desenvolvimento de uma nova realidade. “Esta realidade é pautada pelo desenvolvimento de novos produtos e, sobretudo, pela valorização do que já existe em Minas”, afirma.


Para consolidar o desenvolvimento de know-how local no setor, a Helibras e a Universidade Federal de Itajubá vão criar, até 2016, o Centro de Tecnologia de Helicópteros (CTH). A iniciativa também tem a participação dos governos federal e estadual e tem a finalidade de tornar Minas Gerais uma referência internacional no desenvolvimento de tecnologias voltadas para a concepção e fabricação de helicópteros e aeronaves não tripuladas.


“Trata-se de um empreendimento que está entre os 12 projetos do Plano Brasil Maior e que vai abrir oportunidades para o incremento da economia, por meio da ampliação da pauta de exportações de produtos e serviços de alto valor agregado”, destaca o professor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), coordenador operacional do projeto de implantação do CTH, Elzo Alves Aranha. O centro ocupará uma área de 12,6 mil m², a um quilometro do Campus da Unifei, em Itajubá. O empreendimento deverá gerar 120 empregos diretos, incluindo técnicos e cientistas que se dedicarão ao desenvolvimento de novas tecnologias para o setor.


Formação é essencial


O CTH será um reforço significativo na formação de mão de obra qualificada para o desenvolvimento do setor aeroespacial. Além disso, outras iniciativas já colocam Minas Gerais em uma posição privilegiada na capacitação especializada no ramo. São 14 universidades públicas estaduais e federais, além de seis institutos federais e uma rede privada de universidades. Entre as escolas que estão trabalhando com o setor aéreo estão as universidades federais de Itajubá (Unifei), de Minas Gerais (UFMG) e de Uberlândia (UFU).


O Estado deverá investir, ainda, R$ 38 milhões (recursos da Fapemig) para qualificar engenheiros e técnicos em engenharia aeronáutica e desenvolver novos produtos no Escritório de Engenharia da Embraer, no Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). A previsão é a formação de 200 técnicos especializados na área até 2020.


Para Odenir de Almeida, professor do curso de Engenharia Aeronáutica da Universidade Federal de Uberlândia, a partir do momento em que há uma política de investimento contínuo na implantação de uma área de alta tecnologia como esta, o empreendimento tem uma importante função para todo o Brasil ao possibilitar a transferência do conhecimento gerado. “Para as universidades, o complexo aeronáutico em Minas se constituirá num grande laboratório, pois viabiliza o desenvolvimento de novas pesquisas em praticamente todas as áreas da engenharia aeroespacial”, afirma.


Segundo o especialista, a economia e a educação mineiras podem contar com novas possibilidades de expansão. “Hoje, Minas Gerais já tem boa infraestrutura, boas universidades, políticas de crescimento e, sobretudo, vontade de crescer. Quanto ao futuro, com a consolidação do pólo aeronáutico e a atração ou criação de novas empresas, vários resultados são tangíveis, como a expansão do setor, a criação de novas escolas técnicas, centros de manutenção e logística, por exemplo”, aposta Almeida.


Uma das iniciativas neste sentido é o Programa Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo, desenvolvido pelo Governo de Minas por meio da Assessoria de Relações Internacionais e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). No primeiro semestre deste ano, a iniciativa enviou um grupo de 20 universitários para participar de um curso de capacitação em engenharia aeronáutica e aeroespacial no Instituti Aéronautique et Sapatial (IAS), em Tolouse, na França.


Almeida, que coordenou a viagem do grupo, salienta que a ação se constitui num passo importante para a formação de mão-de-obra qualificada. “Esta experiência impõe ao estudante novos desafios e uma visão geral da engenharia em sua essência, através do contato direto com diferentes produtos e inovações. Muitos deles já voltaram com uma visão futurista, mostrando interesse em aprofundar os estudos na área”, acrescenta.



Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/complexo-aeronautico-ganha-impulso-em-minas-gerais-com-expansao-de-fabrica-da-helibras/