Mostrando postagens com marcador Choque de Gestão de Aécio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Choque de Gestão de Aécio. Mostrar todas as postagens

Minas e o Choque de Gestão de Aécio Neves

Comentário : Aécio Neves nesse artigo da Folha de São Paulo, faz uma análise do sucesso do programa "Choque de Gestão" que ele implantou ao assumir o Governo do Estado de Minas e que tornou Minas um dos estados mais competitivos do país, sendo referência em administração pública nos organismos internacionais!)

10 Anos de Choque de Gestão, por Aécio Neves / Folha de São Paulo


"Choque de gestão" foi a expressão que utilizamos para marcar o resgate da governabilidade de Minas, engolfada em 2003 pela maior crise financeira de sua história, recolocando o Estado no caminho do desenvolvimento.

Dez anos depois de implantado, o programa tornou-se referência de um novo modelo de gestão na área pública.

Mais que um conceito abstrato, trata-se de uma experiência que merece ser celebrada pelos que valorizam a eficiência e a busca por resultados nas políticas de governo.

O programa jamais se reduziu a cortes drásticos de despesas, extinção de secretarias e de cargos comissionados, passos iniciais que deram realismo à decisão de gastar menos com a administração para investir mais nos cidadãos.

Adotamos planejamento inovador, com cumprimento de metas e de indicadores de qualidade do gasto, monitorados intensivamente. Criamos auditorias preventivas e profissionalizamos a gestão com a exigência de certificação, por meio da UFMG, para ocupação de cargos de direção.

São muitas as inovações e os resultados nesses dez anos.

Minas cumpriu sete dos oito Objetivos do Milênio estabelecidos pela ONU, alguns antecipadamente, como a redução da mortalidade infantil. Tornamo-nos a primeira região subnacional do mundo a propor e assinar novas e mais desafiadoras metas para serem cumpridas até 2015.

O Estado ocupa a primeira posição no Sudeste no Idsus (Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde). Na educação, fomos o primeiro a universalizar o ensino fundamental de nove anos na rede pública e os nossos alunos hoje lideram os exames do Ideb.

Minas registrou o maior crescimento na participação do PIB nacional no período 2002-2010. Foram 1,6 milhão de novos empregos com carteira assinada.

Organismos internacionais chancelaram o esforço. O Banco Mundial apresentou o modelo para outros países e o pioneiro programa de Parcerias Público-Privadas do Estado recebeu o prêmio de melhor do mundo, concedido pela revista britânica "World Finance".

O choque de gestão alcançou ampla aceitação da sociedade, mas enfrentou um tipo de oposição peculiar: a do PT, com seus dois bonés. Com o boné da conveniência, atacaram o programa; com o do realismo, tentam adotá-lo.

Além dos avanços que proporciona, o modelo oferece importante contribuição para a formação de uma nova cultura na administração pública, um antídoto ao aparelhamento e ao inchaço do Estado, infelizmente práticas ainda presentes em vários governos e, em especial, no plano federal.

Na base de tudo, está uma convicção: não há política pública mais transformadora do que a correta aplicação do dinheiro público, com transparência e eficiência.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço

Choque de Gestão de Aécio fez Minas gerar muito mais trabalho

Em abril, a economia brasileira criou 305.068 postos de trabalho com carteira assinada, número recorde para o mês. O desempenho é o segundo melhor desde o início da série, em 1992. Em Minas Gerais, o saldo também é positivo e recorde, com a geração de 45.030 empregos. O maior impacto na expansão no Estado foi provocado pelo setor agropecuário, com a criação de 13.567 postos, seguido pela Indústria de Transformação (11.237), Serviços (10.869), Construção Civil (4.710) e Comércio (3.873). Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ainda em Minas, houve acréscimo de 132.829 postos de trabalho nos quatro primeiros meses deste ano, crescimento de 3,79% em relação a igual período de 2009. Esse desempenho também é o melhor da série histórica do Caged para o período, e o segundo da Região Sudeste e do país, sendo superado só pelos números de São Paulo, com 376.854 postos.

No último ano, durante o governo Aécio Neves, o nível de emprego de Minas Gerais cresceu 6,63%, o equivalente a 226.105 postos de trabalho. Este resultado foi o segundo melhor da Região Sudeste, sendo superado, também, por São Paulo, com 586.945 empregos.

No final de abril, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, elevou para 2,5 milhões a previsão de empregos formais a serem gerados neste ano. A projeção anterior era de 2 milhões, mas o ministro já vinha afirmando que esse número seria revisado para cima, diante dos resultados dos primeiros meses de 2010. Se a previsão se concretizar, 2010 entrará para a história com número recorde de geração de empregos formais. O ano de 2007 ainda guarda a maior marca: 1,617 milhão de vagas com carteira.

No Estado, o otimismo também é grande. Na avaliação do superintendente regional de Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Alysson Alves, a expectativa é encerrar este ano com saldo positivo de 350 mil a 500 mil empregos. “Desde março de 2009, com o desaquecimento da crise, os números de Minas e do país têm crescido de forma consistente e constante”, justifica.

Fonte: Hoje em Dia