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Aécio Neves : Líder da oposição critica os juros extorsivos da União

Aécio Neves, líder da oposição: renegociação das dívidas dos estados

Líder da oposição, o senador Aécio Neves defende problema, até então, sem solução: a renegociação das dívidas dos estados com o Governo Federal.

Fonte: JPSDB-MG
http://aeciolider.blogspot.com
Aécio Neves líder da oposição



O senador Aécio Neves, líder da oposição, vem chamando a atenção do país para um grande problema que parece não ter solução: a dívida dos estados com a União.

Aécio Neves defende que o governo federal altere o índice atual de correção das dívidas, o IGP-DI, para o IPCA, índice oficial de inflação. Ao longo dos últimos 14 anos, o IGP-DI cresceu muito, elevando a dívida dos estados, contraídas até 1997, sem que suas receitas registrassem aumento sequer.

Aécio Neves, principal líder da oposição no Brasil, considera um absurdo os estados já terem realizado pagamentos substantivos e o valor nominal das dívidas ainda ser, hoje, maior do que era no início do financiamento.

O senador faz duras críticas ao governo federal do PT pelo fato de fazer vistas grossas ao problema dos estados e não rever a correção das dívidas. Ao contrário disso, oferece taxas subsidiadas pelo BNDES para financiar a iniciativa privada.

Realmente, não há justificativa aos estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, serem penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas. Alguém está ganhando com isso, e esse alguém só pode ser o governo federal que tem comemorado sucessivos recordes de arrecadação.

Para Aécio Neves, o líder da oposição, a renegociação seria um importante passo para “tirar os estados do sufoco” e evitar um verdadeiro “dominó de falências” e a “morte anunciada” do federalismo nacional.

Aécio é o candidato de FHC para 2014

FHC adere à tese da fila e defende opção Aécio-2014

Fonte: Leandro Moraes/UOL – Publicado no Blog do Josias de Souza

Fernando Henrique Cardoso declara-se, em privado, convencido em relação à escolha do nome que deve representar o PSDB na sucessão presidencial de 2014.

Longe dos refletores, FHC revela-se um adepto da tese segundo a qual a fila do PSDB andou. A vez agora, diz o ex-presidente, é do senador Aécio Neves.

Na última campanha, FHC trabalhou por José Serra, contra Aécio. Hoje, move-se pelo ex-governador mineiro.

Serra já tentou duas vezes (2002 e 2010), recorda FHC. Geraldo Alckmin teve sua chance em 2006, ele acrescenta.

Acha que não há justificativas plausíveis para sonegar a Aécio a oportunidade de apresentar-se como o presidenciável da legenda na próxima disputa.

Além da lógica da fila, invoca o desempenho eleitoral de Aécio. Elegeu-se senador e acomodou um sucessor, Antonio Anastasia, na cadeira de governador de Minas.

Em diálogo recente com um ex-ministro de seu governo, FHC soou peremptório quanto à preferência por Aécio.

Dias atrás, o interlocutor transmitiu o teor da conversa ao próprio Aécio. Desnecessário. Ele já farejara a simpatia.

Aécio tem conversado amiúde com FHC. Para que a unidade de pontos de vista seja plena, terão de ajustar a afinação das violas em pelo menos dois pontos.

Ambos se batem pela reorganização do PSDB. Mas FHC torce o nariz para o vocábulo “refundação”, cunhado por Aécio. Considera-o demasiado amplo.

FHC defende que o nome do próximo presidenciável tucano vá à vitrine já em 2012. Aécio não está convencido da conveniência da antecipação.

De resto, será necessário combinar com os russos –que, no caso do PSDB, são os próprios tucanos.

O partido, como se sabe, é uma agremiação de amigos 100% feita de inimigos. O axioma revela-se incontornável a cada eleição.

Aécio Neves dá o seu recado: " Só os frágeis temem dialogar com o Governo"

ISTOÉ Brasil
Brasileiro do ano 2010
|  N° Edição:  2145 |  16.Dez.10 - 12:00 |  Atualizado em 16.Dez.10 - 16:40
Senador eleito com 7,6 milhões de votos, Aécio Neves faz seu sucessor no governo mineiro, provoca um processo de renovação no PSDB e desponta como a grande liderança de uma oposição dura, mas qualificada

Luiza Villaméa/ Foto: Pedro Dias
No alto de uma ladeira de tirar o fôlego no bairro Anchieta, em Belo Horizonte, o amplo apartamento de Aécio Neves (PSDB) tem uma vista fabulosa da capital mineira. Aos 50 anos, senador eleito com 7,6 milhões de votos, Aécio mantém os pés nas montanhas, mas demonstra mirar muito além do horizonte. Ele tem um projeto para o Brasil. E encontra inspiração até dentro de casa. Entre as telas de pintores mineiros de seu apartamento destaca-se um óleo de Carlos Bracher que retrata o Congresso Nacional com espessa massa de tinta e tons sombrios. "Quero levar oxigênio novo para o Senado", diz Aécio. Na prática, isso significa se antecipar à posse marcada para o dia 10 de fevereiro e não parar de traçar estratégias de ação com seus pares, sejam eles da oposição, sejam da base do governo. Convencido da necessidade de promover a "refundação" do PSDB e de recuperar o papel moderador do Senado, Aécio pretende apresentar uma agenda da oposição a Dilma Rousseff (PT) ainda nas primeiras semanas do futuro governo. "Só os frágeis temem dialogar com o governo", argumenta o ex-governador de Minas Gerais. Escolhido o Brasileiro do Ano na Política por ISTOÉ, Aécio encerra 2010 preparando o futuro, depois de somar à própria consagração nas urnas as vitórias de Itamar Franco (PPS), também para o Senado, e de Antonio Anastasia (PSDB), seu antes desconhecido vice, para o governo de Minas Gerais.
Instalado na sala de estar do apartamento que ficou praticamente sem uso durante os dois mandatos no governo mineiro, Aécio demonstra tamanho entusiasmo com o que vem pela frente que chega a surpreender. "Eu estava emprestado no Executivo", diz, referindo-se ao período que encerrou com mais de 90% de aprovação nas pesquisas de opinião pública. Ele, de fato, é um político que pode ser vinculado ao Parlamento desde sempre.
Seu avô paterno, o promotor e professor Tristão Ferreira da Cunha, começou a trajetória política em 1912, como vereador da cidade de Teófilo Otoni (MG) e cumpriu quatro legislaturas como deputado. Seu pai, o advogado Aécio Ferreira da Cunha, falecido aos 83 anos no dia 3 de outubro, foi deputado por 36 anos. Por causa das atividades políticas da família, Aécio, que é nascido em Belo Horizonte, passou boa parte da adolescência e juventude no Rio de Janeiro, cidade que adora e na qual também mantém um apartamento. Só que, em vez de montanhas, do imóvel no Jardim de Alá ele avista um pouquinho da Lagoa Rodrigo de Freitas e do mar.
Definindo-se como um construtor de pontes, Aécio diz
que só os frágeis temem dialogar com o governo
Quando vivia no Rio, Aécio se interessava mais pelo surfe - esporte que gosta de praticar até hoje - do que pela política. Tinha 20 anos quando o avô materno, Tancredo Neves, convocou-o para trabalhar em sua campanha para o governo de Minas. Eleito o avô, Aécio virou seu secretário particular e nunca mais se afastou da política. Antes de ele próprio assumir o governo mineiro, atuou 16 anos como deputado federal, os últimos dois como presidente da Câmara dos Deputados. Herdeiro da tradição familiar, ele também ganhou da avó materna, Risoleta Neves, a caneta Parker-21 com que o presidente Getúlio Vargas (1882- 1954) presenteou o então ministro da Justiça Tancredo Neves pouco antes de se matar, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Passadas mais de três décadas, Tancredo chegou a ser eleito presidente, mas morreu antes de tomar posse no Palácio do Planalto - o correspondente ao Catete em Brasília.
Calejado pelos bastidores do poder e pelas reviravoltas da política, Aécio desconversa quanto à possibilidade de disputar a sucessão de Dilma em 2014. Em variação contemporânea do avô Tancredo, que dizia "Presidência é destino", o neto cita Zeca Pagodinho: "Deixa a vida me levar." No decorrer do ano passado, ele bem que defendeu a realização de prévias internas no PSDB, em âmbito nacional, para definir o candidato do partido à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante da resistência da cúpula do partido à proposta, desistiu de entrar na disputa em dezembro de 2009. Um ano depois, ele acredita que, na vida, o melhor é esperar que as circunstâncias criem as condições. "Não se pode ter obsessão", afirma. "A obsessão entristece, tira o foco. E agora meu objetivo é o mandato no Senado."
Antes mesmo de voltar oficialmente ao Parlamento, Aécio articula o que chama de uma agenda da oposição a ser apresentada ao governo federal. Contrariado com o fato de o Congresso estar há décadas andando a reboque do Executivo, o senador eleito sustenta que a nova geração que chega ao Senado precisa propor iniciativas nos campos político e tributário, assim como na gestão pública. "Em vez de ficarmos caudatários da agenda construída pelo governo em função de seus interesses imediatos, de sua estratégia política, precisamos inverter um pouco o jogo", afirma.

Definindo-se como um construtor de pontes, Aécio diz que só os frágeis temem dialogar com o governo

GESTOR
Aécio construiu a Cidade Administrativa (acima), símbolo de uma administração aprovada por mais
de 90% dos mineiros, e ajudou a eleger seu sucessor, Anastasia, e o senador Itamar Franco

Uma das ideias é trabalhar pelo fortalecimento dos Estados e municípios, a começar pela distribuição das receitas dos impostos. Embora acredite que em determinados momentos o governo federal possa e deva promover isenções fiscais - como foi feito pelo governo Lula para combater a crise econômica mundial deflagrada em 2008 -, Aécio defende que a parcela de tributos compartilhados com os outros níveis da federação seja intocável. O passo seguinte seria criar um indexador como instrumento de garantia do valor real dos repasses da União. "Mais de 70% das receitas dos impostos estão nas mãos da União", argumenta. "Isso traz uma consequência administrativa perversa para os Estados e municípios, que estão cada vez mais fragilizados e dependentes da União."


RAÍZES
O senador eleito com o pai, o ex-deputado Aécio Ferreira da Cunha, que faleceu em 3 de outubro
"Aos 83 anos, descobri que a minha essência não mudou"
Aécio Ferreira da Cunha, ex-deputado

No âmbito político, o senador eleito planeja retomar a discussão em torno da chamada cláusula de barreira, que chegou a ser encaminhada na época em que ele foi presidente da Câmara dos Deputados. Caso aprovada, a cláusula condicionaria o funcionamento parlamentar apenas aos partidos que tivessem um determinado coeficiente de votos. Seria, na sua opinião, uma forma de fazer com que os partidos voltassem a ser representantes de segmentos do pensamento da sociedade e não de grupos de interesse específico. "Acabaria com essa história de candidatos deixarem os grandes partidos para buscar um partidinho que não representa nada, mas pelo qual é mais fácil se eleger", compara Aécio. No que diz respeito à gestão pública, ele acredita ser possível implantar um sistema de profissionalização do serviço federal similar ao implantado em Minas Gerais, que incluiu a demissão de mais de três mil pessoas em cargos em comissão.
Para arquitetar essa agenda, Aécio já começou a procurar senadores eleitos e também no exercício do mandato. Quando janeiro chegar, pretende intensificar as viagens pelo País e o contato com os futuros colegas de Parlamento. Disposto a dar "uma cara nova" ao Senado, ele descarta a possibilidade de disputar ou aceitar qualquer posto oficial de liderança no Parlamento ou no PSDB. Ao mesmo tempo, está empenhadíssimo em rediscutir o programa e a atuação de seu partido. "Criei o termo refundação, que uns gostam, outros não", comenta. "Eu gosto." Se depender apenas de sua vontade, o processo de reformulação das diretrizes do partido será conduzido por três lideranças históricas do PSDB: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador José Serra e o senador em final de mandato Tasso Jereissati.
Definindo-se como "um construtor de pontes", Aécio se prepara para fazer uma oposição dura, mas qualificada, ao governo Dilma. "Será uma oposição forte, mas sempre pensando no Brasil', resume. "E não existe governo forte sem oposição forte." Depois de tomar o café oferecido pela governanta Delza Souza, 65 anos, que o conhece desde o nascimento e o acompanhou durante os quase oito anos no Palácio das Mangabeiras, Aécio mantém a reserva sobre a morte do pai, ocorrida no mesmo domingo de sua eleição para o Senado. Deixa a sala de estar em direção à ala privada do apartamento e volta com uma folha de papel branco. Emocionado, mostra o manuscrito encontrado na mesinha de cabeceira do pai (leia fac-símile acima). Nele, Aécio Ferreira da Cunha registra que, aos 83 anos, descobrira que a sua essência, o seu foco na vida, não mudara. Que continuava sendo a independência, o comedimento no ser e a solidariedade. Sem maiores detalhes, Aécio comenta: "Essas também são as minhas referências."

Minas é essência do Brasil

Minas decide
Enviado por Merval Pereira - 19.10.2010| 08h04m.
Artigo
Tanto o governo quanto a oposição estão convencidos de que a eleição no segundo turno será decidida em São Paulo e Minas, os dois maiores colégios eleitorais do país. Desde a redemocratização, nenhum presidente foi eleito sem vencer em Minas. Mais uma vez o resultado do primeiro turno da eleição para presidente em Minas Gerais coincidiu com o resultado oficial geral.
A candidata Dilma Rousseff teve em Minas 46,9% dos votos, o mesmo percentual que obteve no Brasil, e o tucano José Serra teve 30,7%, contra 32,6% no país. Também a candidata verde Marina Silva recebeu em Minas 21,2% dos votos, contra 19,6% no plano nacional.
Não se trata de mera coincidência, mas de uma representação das diversas regiões do país que já havia sido detectada por um mineiro ilustre, Afonso Arinos de Mello Franco, e foi confirmada pelo presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, que constatou em muitos anos de pesquisa eleitoral que os resultados em Minas refletem cada vez mais a média nacional.
Isso porque Minas tem sua parte Nordeste na região do Vale do Jequitinhonha, e por isso faz parte da Sudene; ao mesmo tempo, é a segunda economia do país (disputando com o Rio) com uma região fortemente industrializada, grande influência paulista na divisa com São Paulo; Juiz de Fora é muito ligada ao Rio de Janeiro; e o estado tem no agronegócio uma parte influente de sua economia.
Em alguns casos, o resultado local foi praticamente igual ao nacional. E quando isso não acontece, é certo que a tendência fica definida nas urnas mineiras: Lula teve 50,80% (48,6% no país), contra 40,6% (41,6% no país) de Alckmin.
Em 1989, Collor teve 36,1% em Minas (30,5% no país) contra 23,1% (17,2%) de Lula; em 1994, Fernando Henrique teve 64,8% em Minas (54,3% nacional) contra 21,9% de Lula (27%); em 1998, FH teve 55,7% em Minas (53,1% nacional) contra 28,1% de Lula (31,7% nacional).
Em 2002, Lula venceu com 53% (46,4% nacional) e Serra teve 22,9% (23,2%).
O ex-governador Aécio Neves, a grande liderança política mineira em cujo empenho o PSDB deposita a esperança de reverter o quadro do primeiro turno, gosta de citar Afonso Arinos para explicar a centralidade de Minas no processo político nacional: "Minas é o centro, e o centro não quer dizer imobilidade, porém peso, densidade, nucleação, vigilância atenta, ação refletida, mas fatal e decisiva".
Afonso Arinos explica em linguagem poética o que os números frios das urnas definem: "As suas terras tocam os climas do norte. Participa dos climas úmidos e florescentes da orla litorânea. A oeste, da civilização do couro. Ao sul, confina com a riqueza paulista. Daí a sua posição histórica, que é um imperativo geográfico, econômico, étnico".
No primeiro turno, repetindo o que aconteceu com Lula em 2002 e 2006, a candidata do PT Dilma Rousseff teve 5.067.399 votos e venceu Serra por uma diferença de 1.750 mil votos.
O fato é que a situação em Minas já está mudando em favor de Serra. Na capital Belo Horizonte, onde Marina teve a maior votação no primeiro turno (39,8% dos votos), Dilma teve 30,9% e Serra, 27,7%, segundo o Instituto Vox Populi, que faz pesquisas para o governo do PSDB no estado, a eleição já virou: Serra estaria com 45%, contra 35% de Dilma.
Pelas contas do PSDB, o candidato tucano tem um potencial de agregar cerca de 3 milhões de votos, que foi a diferença da votação de Serra para a de Anastasia para governador.
Além do voto Dilmasia, provavelmente grande parte dos votos de Marina nesse primeiro turno foram também para o candidato oficial ao governo do Estado, já que o candidato do PV ao governo, José Fernando, teve apenas 234.125 votos.
Em São Paulo, Serra teve cerca de 2 milhões de votos a menos do que Geraldo Alckmin recebeu para governador, eleitorado que pretende recuperar neste segundo turno.
Além do mais, Marina Silva teve nada menos que 4.865.828 votos para presidente.
A diferença a favor de Serra em São Paulo foi de meros 700 mil votos, longe da vantagem histórica que os tucanos sempre tiram na eleição presidencial, mesmo quando perdem em nível nacional.
Geraldo Alckmin, em 2006, venceu Lula em São Paulo por 3,8 milhões de votos, e Fernando Henrique chegou a colocar 5 milhões de votos na frente na eleição de 1998.
Quando Serra estava na frente das pesquisas, os estrategistas do PSDB consideravam que seria possível garantir a eleição com uma vitória em Minas, o que representaria uma virada no voto de quase dois milhões de pessoas em relação às votações petistas dos últimos anos.
E que poderiam chegar à marca de 5 milhões de votos de diferença em São Paulo, pois o PSDB estava mantendo sua hegemonia paulista com o favoritismo de Geraldo Alckmin.
Os tucanos estão otimistas, achando que pode acontecer no segundo turno o cenário idealizado por eles para vencer no primeiro turno.
É por isso que o presidente Lula ficará dedicado nos últimos 10 dias de campanha a comícios em São Paulo e Minas, para garantir a vantagem de Dilma Rousseff.

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Ao contrário do que escrevi, em 2006 a Record realizou debate presidencial, no segundo turno, no dia 23 de outubro.

Itamar Franco : Nós temos a coragem de dizer a verdade !


Pronunciamento do ex-presidente e ex-governador de Minas, Itamar Franco



Meu caro governador Aécio Neves, prezado Anastasia, senhores líderes, senhores deputados, senhores prefeitos, quero saudar todos os companheiros aqui presentes, através do senador Eduardo, para que possamos dar início a essa jornada.

Daqui, de onde eu estou, ao lado de Antonio Anastasia, de Aécio, e de todas as lideranças, o que vejo são várias bandeiras, o que me recorda o que falávamos quando alguns uniformes se juntaram. Uniformes diferentes, bandeiras diferentes, mas com um único objetivo, que era de vencer, em prol da democracia. E aqui, hoje, verificando a nossa coligação, capitaneada por Aécio e por Anastasia, pelos nossos líderes estaduais e federais, nós lembramos e há pouco se disse aqui, que com a implantação do Plano Real foi possível dar estabilidade a esse país. E olhando daqui, olhando cada expressão. Nós convocamos para que somem conosco, nessa jornada já vitoriosa de Anastasia e de Aécio. Aqui, e é preciso se levar isso para as ruas, Guimarães Rosa dizia que a coisa que não pode faltar ao cidadão público é a coragem. A coragem do debate. A coragem de dizer as verdades. Nós estamos aqui, observando a modernidade, observando a ética e a esperança. Através da modernidade, da ética e da esperança nós vamos levantar as nossas vozes, aceitando tanto quanto possível os debates. Convocando para que possa recordar aquilo que foi feito ou que deixou de ser feito, mas sobretudo o que feito na grande administração de Aécio Neves e continuada pelo grande Anastasia.

Estamos, antes de mais nada, pedindo nessa coligação que se forma hoje aqui e que vai caminhar, que tem sobretudo a lealdade da consistência. Sem essa lealdade da consistência nós não poderemos unir, porque juntos, só juntos, nós conseguiremos a vitória.

Quero saudar Zezé Perrela, quero saudar Matozinhos, que vão caminhar comigo, como meus suplentes. E quero dizer a você Anastasia, que o governador de Minas tem que ter, antes de mais nada, aquela humildade, aquela sensibilidade, aquele conhecimento amplo. O governador de Minas não pode ser um homem panzé. E, normalmente, os governadores de Minas retratam sua figura, meu querido Anastasia. E aqui, como nosso guia maior, o permita dizer ao nosso guia maior, o governador Aécio, nós estamos para caminhar juntos, caminhar, como eu disse, sobre a ética, sobre a lealdade, sobre a modernidade, embalando as nossas bandeiras, embalando as nossas ideologias, para mostrar que Minas é uma só. Que Minas quer, acima de tudo, integridade, quer acima de tudo ética e, nisso, o governador Anastasia encarna verdadeiramente, junto com Aécio.

Terminando apenas invocando, nós vamos à luta, vamos mostrar o que fizemos, vamos dizer que Aécio avançou muito, que Anastasia vai avançar, mas acima de tudo, dentro do princípio da harmonia, da ética, da modernidade, como sonham ser os homens de Minas Gerais. Avante para a vitória nesse país.

80% dos prefeitos do PR optam por Anastasia contrariando decisão do partido.

Folha de SP: 58 dos 72 prefeitos do PR se rebelam e fazem manifesto por Antonio Anastasia
http://www1.folha.uol.com.br/poder/755480-prefeitos-do-pr-mg-se-rebelam-e-fazem-manifesto-por-anastasia.shtml

Folha Online
Prefeitos do PR-MG se rebelam e fazem manifesto por Anastasia
PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE

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A crise no PR de Minas ganhou nesta terça-feira maior amplitude com o manifesto de apoio à reeleição do governador Antonio Anastasia (PSDB) assinado por 58 dos 72 prefeitos da sigla. A maioria da bancada federal da sigla, formada por sete deputados, já havia declarado apoio ao tucano.

Os prefeitos são contrários à orientação da direção estadual do partido, que defende apoio à candidatura do senador Hélio Costa (PMDB). Eles entregaram o manifesto a Anastasia na residência oficial do governador, em Belo Horizonte.

Com essa atitude, os prefeitos pressionam para que a direção do partido ceda e recue na intenção de encaminhar a votação pela aliança formal com o PMDB, tanto na chapa majoritária quanto na proporcional (para deputado federal e estadual).

Presidido pelo empresário Clésio Andrade, o PR-MG aprovou ontem a diretriz que será dada na convenção que o partido realizará no próximo domingo. Contemplou apenas a aliança com Costa e com o PMDB, excluindo a opção de aliança com o PSDB.

Mesmo se Clésio for derrotado, hipótese que ele não considera, o partido não caminharia oficialmente com Anastasia porque essa opção não existe.

A situação do PR-MG é de idas e vindas. O próprio Clésio Andrade assinou nota do partido no começo do mês aceitando que os deputados do PR fizessem coligação proporcional com o PSDB e ficasse neutro em relação à disputa majoritária entre Costa e Anastasia. A bancada federal, se aproveitando dessa situação, começou a negociar apoio formal à reeleição do governador.

O empresário recuou dias depois, negando ter havido pressões de Brasília. Mas ele disse àFolha que o ex-ministro Alfredo Nascimento, presidente nacional do PR, sempre foi defensor da candidatura de Costa. Nascimento e Costa foram ministros no governo Lula.

A convenção do PR está marcada para domingo. Clésio pretende conversar com os prefeitos para mudar a posição deles. Os prefeitos mantêm a posição nacional do partido de apoiar a petista Dilma Rousseff para presidente, mas em Minas disseram que apoiarão Anastasia e a candidatura ao Senado do ex-governador Aécio Neves (PSDB).

Clésio tenta emplacar seu nome como suplente na chapa ao Senado do ex-prefeito Fernando Pimentel (PT). Pimentel foi alijado da disputa estadual por imposição do PT nacional, que obrigou os petistas a apoiarem Costa.

Aécio fez Minas crescer mais do que o Brasil de Lula.

O ex-governador Aécio Neves participou nesta quinta-feira, dia 17, da solenidade de entrega da 100ª Estação de Tratamento de Esgoto da Copasa, Ete, em Alfenas. Ele falou da importância da união e da parceria para melhorar a qualidade de vida da população. "A ação política nunca é solitária. Se Minas Gerais saiu da estagnação e é o estado que mais cresce em todos os setores no Brasil foi porque tivemos o apoio de parlamentares de todos os partidos", disse Aécio Neves na cerimônia que reuniu prefeitos, deputados e vereadores de vários partidos.

Ao inaugurar a Estação de Tratamento de Esgoto, o governador Antonio Anastasia lembrou que em 2003 o estado tinha 30 Etes, hoje são 100 e até o final do ano serão 160. Neste período, a Copasa investiu R$ 2,7 bilhões na construção de Etes em varias regiões do Estado. A empresa, que é considerada a mais eficiente do país pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Esgotamento Sanitário no levantamento feito pelo jornal Brasil Econômico, investiu R$ 5 bilhões nos últimos anos. Em Alfenas, foram investidos R$ 16 milhões.

Minas cresce
O ex-governador Aécio Neves comemorou em Alfenas o crescimento de 12,2% do PIB em Minas Gerais. Ele disse que o estado cresceu mais do que os países asiáticos, comprovando que a política econômica adotada em Minas está dando resultados surpreendentes. "O anúncio do governo federal de que o PIB no Brasil cresceu 9% foi extraordinário e mais ainda ao divulgar que em Minas o crescimento foi de 12%. Um índice maior do que o PIB nacional e maior do que o crescimento dos países asiáticos”, lembrou.

Andrea Neves : " Política é a vida da gente. Sempre foi."


Ela prefere os bastidores
“Isso eu acho que é um zumzumzum. Na minha vida já teve muito zumzumzum. Já teve uma onda de que iria ser vice do Anastasia, depois, vice do Serra. No meio do caminho, que poderia ser candidata a deputada estadual, depois federal. Fico, claro, lisonjeada, de saber que alguém chegou a cogitar ou pensar em meu nome, mas isso não procede”.
Da Revista Viver Brasil

Andrea Neves, irmã do ex-governador Aécio Neves e considerada peça fundamental na gestão do irmão à frente do governo mineiro, descarta qualquer possibilidade de compor chapa com Anastasia. Ela anuncia sua saída como presidente do Servas e diz que volta suas atenções, a partir de julho, para a campanha de Aécio ao Senado e de Anastasia ao governo de Minas Gerais. Ela avisa que não será candidata a nada. Nem a vice de José Serra, na chapa do PSDB à Presidência da República. Tampouco de Antonio Augusto Anastasia, ao governo de Minas. Andrea Neves também não quer ser candidata a deputada federal e nem a estadual. No momento, ela está de despedida do governo de Antonio Anastasia. Neste mês, deixou a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) depois de sete anos à frente da entidade, em um trabalho no governo do irmão Aécio Neves no qual ficou conhecida não só como o braço direito, mas também como uma das peças fundamentais das estratégias políticas do governo. Também é coordenadora do Grupo de Comunicação do Estado, mas diz que ocupa a função até o fim do próximo mês, quando sai para iniciar a campanha de Aécio ao Senado, além de engajar-se na de Anastasia para o próximo governo. Para o futuro, prefere não antecipar nada. Diz que saberá o que fazer quando o momento chegar.

Aos 51 anos, mãe de Maria Clara, 15, e casada com Luiz Márcio Haddad Pereira Santos, Andrea Neves é capaz de falar horas sobre as motivações que a levaram a desenvolver o trabalho no Servas. O resultado foram projetos que, em sua avaliação, valeram a pena por terem modificado a vida das pessoas. Brinquedotecas hospitalares e em cidades do interior, programas para valorizar a autoestima de crianças e de adultos; outros para levar dignidade aos cidadãos da terceira idade. “A vida da gente só tem sentido quando ultrapassa a nossa própria vida e é capaz de tocar a vida do outro”, diz. Além dos programas, outro motivo de alegria foram as campanhas do governo como Volta, para localizar pessoas desaparecidas; contra a exploração sexual de crianças e adultos; ou como a que trouxe Zezé de Camargo recitando a música Tira Couro para conscientizar as pessoas sobre a importância do respeito e dignidade aos idosos. “O texto da campanha é uma moda de viola muito antiga. Passava férias no interior e essa moda era muito tocada. Ela sempre me impressionou muito por isso, então a elegemos como tema para a campanha”, conta.

Sempre próxima do irmão, Andrea afirma que a parceria dos dois não é uma relação de trabalho. Promotora e uma das principais realizadoras das homenagens ao centenário do avô Tancredo Neves, Andrea fala também da relação com o político, de quem foi extremamente próxima.

Já é possível Andrea Neves falar em planos imediatos?

Vou continuar no governo, na função de coordenadora da área de comunicação, até junho. Estou me preparando para ajudar na campanha do Aécio e do Anastasia. Daqui a pouco, em julho, entraremos em campanha. Também terei um pouco mais de tempo para a minha filha, o meu marido, a minha família.

A senhora sempre foi considerada braço direito do seu irmão no governo. Como foi iniciada essa parceria em que ambos assumiram planos distintos na vida política, mas sempre juntos um do outro?

Sou um ano mais velha do que o Aécio. Sempre trabalhamos juntos. Quanto ao mundo da política, vivemos isso a vida inteira. Meu avô convidou, em 1982, o Aécio para trabalhar no governo de Minas, quando eleito governador. O Aécio tinha vindo para cá em 1978 e a partir dessa convivência, inteirou-se com esse uni­verso e disputou, em 1986, sua primeira eleição. Estava aqui e sempre trabalhei nas campanhas do meu irmão. Em 1999, fiquei viúva e voltei para o Rio, onde permaneci por quatro anos. Em 2002, voltei para a campanha. Costumo falar que a política para a gente não é trabalho, por­que perpassa todos os aspectos da nossa vida. Não é uma relação profissional. É a vida da gente. Sempre foi. Eu e Aécio temos um jeito complementar.

São perfis complementares, uma relação de muita confiança e fico contente de poder ajudar, de dar uma colaboração no traba­lho que ele fez e que o Anastasia vem fazendo.

O nome da senhora sempre está associado à habilidade e poder na política. Já quis se candidatar a um cargo público?

Nunca tive vontade. Acho que cada um de nós tem um temperamento, um perfil, uma forma de lidar com a política. Nunca tive essa disponi­bilidade ou vontade de disputar uma eleição.

Diante disso, como a senhora recebeu essa possibilidade de convite para ser vice na chapa do PSDB à Presidência da República?

Isso eu acho que é um zumzumzum. Na minha vida já teve muito zumzumzum. Já teve uma onda de que iria ser vice do Anastasia, depois, vice do Serra. No meio do caminho, que poderia ser candidata a deputada estadual, depois federal. Fico, claro, lisonjeada, de saber que alguém chegou a cogitar ou pensar em meu nome, mas isso não procede. Até porque estou inelegível em função de ter permanecido no Servas além do prazo 30 de março.

A senhora foi uma das principais articuladoras das homenagens ao seu avô Tancredo Neves que ocorreram em abril. Há alguma outra homenagem programada ainda para este ano?

O que está previsto e ainda não ocorreu é o lançamento, no segundo semestre, do filme do Sílvio Tendler, que é um documentário. Ele fez os anos JK, os anos João Goulart e vai terminar a trilogia com Tancredo. Na opinião dele, esses três personagens marcaram e moldaram a segunda metade do século passado. Então, isso está previsto como parte das comemorações.

O que aproxima o seu modo de fazer política com o do seu avô Tancredo?

Acho que todo mundo que teve perdas importantes na vida sabe que tem algumas que são tão absolutas que estão presentes para sempre. Tive uma relação muito próxima com o meu avô e sinto a presença dele, e de outras pessoas que não estão entre a gente, permanentemente comigo. São presenças muito fortes. E tenho dele memória muito afetuosa: Tancredo era extremamente bem humorado, ele fazia política com muita alegria – e nisso o Aécio é muito parecido com ele, com muita disposição, digamos assim. Então, acho que sem saber, nós, lá em casa, tivemos a oportunidade de aprender muita coisa sem sabermos que estávamos aprendendo.

E depois das eleições, tem algum plano para 2011?

Confesso que minha ideia é tocar as coisas até o fim do ano e pensar nisso somente neste momento.

A senhora acabou de deixar a presidência do Servas. Em sete anos contínuos de trabalho, qual o balanço faz dos projetos desenvolvidos na área social?

Assumi a presidência do Servas no começo do governo Aécio, em janeiro de 2003. Quando chegamos, optamos por passar a fortalecer o trabalho do Servas junto às entidades sociais de Minas Gerais. E o nosso foco principal nos últimos anos foi no sentido de apoiar e fortalecer as entidades que atuam na área social do estado. A preocupação era a de desenvolver um trabalho que realmente significasse algo de diferente na vida das pessoas atendidas por instituições como creches, Apaes, asilos, hoje chamados de instituições de longa permanência. O objetivo era encontrar formas e desenvolver projetos que pudessem ter condições de se viabilizar. Sempre defendo muito que esses programas hoje implementados no Servas não são programas de uma gestão, de um governo, da gestão do governo Aécio, ou, no caso da gestão do governo Anastasia. Eles são programas que, se têm realmente a importância que a gente acredita que têm e que as pessoas, que de alguma forma são beneficiadas por ele dizem ter, são programas da sociedade. Pertencem a Minas Gerais. São programas que têm a possibilidade da continuidade garantida porque se transformaram em ações preciosas para as comunidades nas quais estão inseridos.

E como está sendo deixar o Servas depois de todo esse trabalho?

O coração está apertado. O meu sentimento é de que esses programas, mais do que transformar as comunidades, transformaram-nos. Claro que é muito grati­fi­can­te ver os resultados, os impactos em várias famílias. Às vezes, estou em algum lugar e de onde menos espero surge uma mãe querendo agradecer pela parti­ci­pação do filho. E ela me fala em como isso mudou a vida do filho e da família toda. É emocionante. Acredito que um dos diferenciais do trabalho desenvolvido pela equipe do Servas seja exatamente fazer um programa dessa envergadura com afeto, com carinho. É perceber que não estamos lidando só com estatísticas, mas, com pessoas, com histórias. A vida da gente só tem sentido quando ultra­passa a nossa própria vida e é capaz de tocar a vida do outro. Foi um privilégio ter podido tocar a vida do outro, ajudar a desenvolver isso. Aécio, no início do governo, disse que colocaria em prática em Minas a equação da solidariedade que era de somar esforços, dividir responsabilidades para multiplicar resultados e diminuir as diferenças. É isso que o Servas vem fazendo ao longo desses anos.