Rodrigo Paiva pretende criar mapas acústicos para áreas de eventos



Um dos projetos do candidato do Novo é a Rua da Bahia 24h

Rodrigo Paiva durante reunião na OAB-MG |
Foto: Divulgação Assessoria
Por ELISÂNGELA ORLANDO
05/10/20 - 16h06
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Criar mapas acústicos para locais onde são realizados shows, festivais e outros eventos culturais é uma das propostas do candidato do Novo à Prefeitura de Belo Horizonte, Rodrigo Paiva. O objetivo, segundo Paiva, é estimular o setor cultural, mas garantir que a população localizada no entorno dessas áreas não seja prejudicada.

“Esses eventos têm que ser muito bem planejados e seria muito interessante que a prefeitura de Belo Horizonte viabilizasse esses mapas acústicos. A gente tem que difundir a cultura, tem que difundir os eventos, mas sempre com essa visão global. Propor novas áreas para shows com uma adequação técnica para o local. São propostas, mas quem vai decidir isso é o mercado. A prefeitura vai ser parceira desses empreendedores”, afirma.

O primeiro espaço a contar com um mapa acústico, segundo o postulante, seria a Rua da Bahia 24h. O projeto, segundo o postulante do Novo, consiste em transformar a rua da Bahia, na área central de BH, em um circuito musical. “Isso foi feito lá em Curitiba. A rua da Bahia tem tradição. É uma permissão para que tenha música na cidade”, assinala.

Rodrigo Paiva critica a atual gestão da Secretaria Municipal de Cultura. Ele afirma que, hoje, a cultura sobrevive à base de editais e fala que há lentidão e muita burocracia por parte da administração municipal, além de mau gerenciamento dos equipamentos públicos.

“O licenciamento é burocrático, complexo e tem critérios questionáveis, o que expõe a ineficiência na captação de investimentos em parcerias internacionais. Tudo isso influencia um projeto de cultura que seja capaz de fazer com que a cidade deixe de ser refém apenas do carnaval, que nasceu de forma espontânea da sociedade, como evento sociocultural e turístico”, explica

Além da burocracia, Paiva também afirma que o setor sofre devido à carga tributária. O Mineirinho, criado na década de 1980 para receber eventos de esporte especializado, e palco de grandes artistas, como Bob Dylan, está subutilizado. “Falta atualização do inventário da oferta turística, cultural e de lazer. O Mineirinho, criado na década de 1980 para receber eventos de esporte especializado, e palco de grandes artistas, como Bob Dylan, está subutilizado”, critica.

Nesta segunda (5), Paiva esteve na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Minas Gerais OAB-MG, onde se encontrou com o presidente da OAB, Raimundo Cândido Júnior. Ele apresentou as diretrizes do plano de governo e as propostas para a PBH. À tarde, se reuniu com representantes do setor de eventos na Praça da Liberdade.

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