Suspeita de fraude levou Justiça Eleitoral a cancelar títulos em 27 municípios do Estado
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Serra da Saudade é o município menos populoso do Brasil, mas não o menor colégio eleitoral |
Foto: Fred Magno
Por CRISTIANO MARTINS
Serra da Saudade, na região Central de Minas Gerais, tem apenas 776 habitantes e continua sendo o menor município do Brasil em termos de população. No dia 15 de novembro, contudo, a Justiça Eleitoral espera que 1.057 pessoas (ou 36% a mais) compareçam às urnas na cidade para escolher o prefeito e os nove vereadores a serem empossados no ano que vem.
Apesar de curiosa, essa situação está longe de ser uma raridade. Ela se repete em outros 117 municípios mineiros, de acordo com um levantamento realizado por O TEMPO a partir dos dados cadastrais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da mais recente estimativa censitária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada há três semanas. São ao todo 41.950 eleitores “excedentes” nesses locais (veja a lista completa abaixo).
A diferença chega a 1.641 votantes além do total de moradores em Rubelita, no Norte de Minas. Proporcionalmente, a maior disparidade é a registrada em Senador José Bento, na região Sul do Estado, onde o número de títulos habilitados (2.193) supera em 50% o total de habitantes (1.461). Vale ressaltar que a contagem populacional inclui crianças e adolescentes, aumentando ainda mais a discrepância.
Mesmo que o número absoluto de votos pareça baixo em alguns casos, ele influencia diretamente na disputa, pois esta é uma realidade observada apenas em municípios de pequeno porte, com no máximo 8 mil eleitores. E parte das diferenças pode ser resultado de fraudes, tanto que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) cancelou títulos em 27 cidades mineiras desde o ano passado por esse motivo, após suspeitas e revisões nos cadastros.

Serra da Saudade é o município menos populoso do Brasil, mas não o menor colégio eleitoral |
Foto: Fred Magno
Por CRISTIANO MARTINS
Serra da Saudade, na região Central de Minas Gerais, tem apenas 776 habitantes e continua sendo o menor município do Brasil em termos de população. No dia 15 de novembro, contudo, a Justiça Eleitoral espera que 1.057 pessoas (ou 36% a mais) compareçam às urnas na cidade para escolher o prefeito e os nove vereadores a serem empossados no ano que vem.
Apesar de curiosa, essa situação está longe de ser uma raridade. Ela se repete em outros 117 municípios mineiros, de acordo com um levantamento realizado por O TEMPO a partir dos dados cadastrais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da mais recente estimativa censitária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada há três semanas. São ao todo 41.950 eleitores “excedentes” nesses locais (veja a lista completa abaixo).
A diferença chega a 1.641 votantes além do total de moradores em Rubelita, no Norte de Minas. Proporcionalmente, a maior disparidade é a registrada em Senador José Bento, na região Sul do Estado, onde o número de títulos habilitados (2.193) supera em 50% o total de habitantes (1.461). Vale ressaltar que a contagem populacional inclui crianças e adolescentes, aumentando ainda mais a discrepância.
Mesmo que o número absoluto de votos pareça baixo em alguns casos, ele influencia diretamente na disputa, pois esta é uma realidade observada apenas em municípios de pequeno porte, com no máximo 8 mil eleitores. E parte das diferenças pode ser resultado de fraudes, tanto que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) cancelou títulos em 27 cidades mineiras desde o ano passado por esse motivo, após suspeitas e revisões nos cadastros.
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