Sala de Situação é responsável pelo boletim diário de casos de Covid-19 em Minas Gerais, e também trata dados que são repassados a municípios para melhor compreensão da pandemia
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Cidade Administrativa abriga Sala de Situação, que monitora pandemia de Covid-19 em Minas Gerais
Coração do monitoramento de estatísticas relacionadas à pandemia do novo coronavírus em Minas Gerais, a Sala de Situação criada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) não têm data para encerrar sua atuação ligada à Covid-19 segundo Eva Lídia Medeiros, coordenadora do espaço. Em rápido pronunciamento na tarde dessa sexta-feira (11), ela esclareceu que serão mantidos por tempo indeterminado o levantamento e o monitoramento de situações da saúde que envolvem o novo coronavírus e a expansão da pandemia pelo estado de Minas Gerais, entre elas a disponibilidade de leitos nas macrorregiões de saúde.
“A Sala de Situação monitora tanto a ocorrência de casos confirmados quanto os suspeitos, os pedidos de internações, testes, quantidade de leitos nas redes pública e privada e os dados laboratoriais. Neste ponto em que estamos da pandemia, ainda é importante que façamos esse monitoramento”, esclarece. O espaço fundado na Cidade Administrativa organiza em tempo real dados encaminhados pelas secretarias municipais de saúde e apoia a distribuição destas estatísticas a setores estratégicos do Estado responsáveis pelas tomadas de decisões relacionadas às medidas de controle da pandemia.
Demógrafos, biólogos, médicos e enfermeiros são apenas alguns entre os profissionais que atuam na gestão da Sala de Situação. O espaço que, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, já seria criado para apoiar as ações públicas, acabou tendo sua inauguração adiantada em decorrência da pandemia. Hoje, também são tratados dados ligados a outras situações de saúde em Minas Gerais, inclusive aqueles oriundos do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) e o SUSFácil.
“Novo normal”
Com cerca de 246 mil casos acumulados do novo coronavírus e mais de 6.000 mortes provocadas por complicações decorrentes da doença em Minas Gerais, a pandemia ainda requer muita atenção da população, como defende Eva. “Nós não voltamos ao normal, nós voltamos ao ‘novo normal’. São cuidados que precisamos levar para nossas vidas, reforçando sempre as medidas de segurança como utilização da máscara, distanciamento mínimo de um metro e meio e evitar aglomerações”, detalhou.
Ela também reforçou a necessidade de cuidados especiais para a população fumante e lembrou que o tabagismo está entre os fatores de risco para a Covid-19 listados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estamos neste mês com a campanha anti-tabagismo e reforçamos que o coronavírus tem um agravamento maior para o fumantes. O SUS tem disponível através do número 136 uma ajuda gratuita para quem quer parar de fumar”, afirmou.
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